Uma proteína natural do cérebro pode ajudar a proteger contra os emaranhados tóxicos de tau que impulsionam a doença de Alzheimer e outras demências. Pesquisadores do Sanford Burnham Prebys descobriram que níveis mais altos da proteína SORLA reduzem o acúmulo de tau, a atrofia cerebral e os danos sinápticos em camundongos.
A pesquisa
Cientistas liderados por Timothy Huang, PhD, do Sanford Burnham Prebys publicaram resultados em 17 de julho de 2026 na Science Advances. Eles estudaram camundongos geneticamente modificados para desenvolver emaranhados de tau (tauopatias) e os cruzaram com camundongos que produzem SORLA humano elevado. Camundongos com SORLA extra mostraram menos hiperfosforilação da tau, menos "sementes" de tau que recrutam mais proteína para aglomerados, menos atrofia cerebral e conexões sinápticas mais saudáveis. Em contraste, camundongos sem o gene Sorl1 (que produz SORLA) tiveram danos tau mais graves.
"Quando você regula positivamente a SORLA, pode suprimir os efeitos negativos encontrados nas tauopatias", disse o autor principal Huijie Huang, PhD. A equipe usou sequenciamento avançado para mostrar os efeitos da SORLA tanto nos neurônios quanto nas células gliais de suporte.
Por que isso importa
O Alzheimer afeta mais de 6 milhões de americanos, e os emaranhados de tau estão fortemente correlacionados com o declínio cognitivo. A SORLA já era conhecida por reduzir as placas de beta-amiloide, outra marca registrada do Alzheimer. Agora parece também combater os danos da tau. Essa dupla ação torna a SORLA um alvo promissor para medicamentos que podem aumentar seus níveis ou atividade, potencialmente retardando ou prevenindo a demência.
O que você pode fazer
Embora os medicamentos que aumentam a SORLA ainda estejam anos distantes, você pode apoiar a saúde do cérebro hoje com hábitos baseados em evidências: exercícios aeróbicos regulares, dieta mediterrânea, sono de qualidade e aprendizado contínuo. Esses fatores de estilo de vida podem ajudar a reduzir o acúmulo de tau e amiloide. Mantenha-se curioso e mantenha seu cérebro ativo.
Fonte: ScienceDaily Mind & Brain
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