Uma nova droga experimental chamada XL20 consegue atravessar a barreira hematoencefálica e bloquear com precisão uma pequena região tóxica em uma proteína ligada a quase todos os casos de ELA, protegendo as células nervosas sem prejudicar sua função normal.
Pesquisadores da Universidade do Arizona, liderados pelo professor Xinglong Wang e pelo primeiro autor Dr. Ju Gao, passaram dez anos mapeando a proteína TDP-43. Eles identificaram uma única região que causa toxicidade quando a proteína se aglomera no citoplasma. O XL20 seleciona essa região, prevenindo a agregação e a morte neuronal, enquanto mantém intactas as funções essenciais da proteína.
Em modelos animais, o XL20 prolongou a sobrevida mediana, preservou a densidade dos neurônios motores e reduziu a fraqueza muscular. Quando testado em neurônios motores humanos derivados de tecido da medula espinhal, o medicamento reverteu danos estruturais existentes.
Essa abordagem é importante porque o acúmulo de TDP-43 não é encontrado apenas na ELA (mais de 90% dos casos), mas também na demência LATE (afetando 33% das pessoas acima de 80 anos) e em mais de 50% das autópsias de Alzheimer, onde está correlacionado com um declínio cognitivo mais rápido.
Embora essas descobertas sejam empolgantes, ainda são pré-clínicas. Nenhum ensaio em humanos foi anunciado. No entanto, o mecanismo preciso — deixando a função saudável intacta — pode reduzir os efeitos colaterais e, eventualmente, beneficiar muitas condições neurodegenerativas.
Por enquanto, manter o cérebro saudável envolve hábitos de vida comprovados: exercícios regulares, dieta mediterrânea, estímulo mental e sono de qualidade. Isso pode ajudar a reduzir a inflamação e apoiar a homeostase proteica — os mesmos processos biológicos que o acúmulo de TDP-43 interrompe.
Fonte: Neuroscience News
Curioso sobre o seu próprio cérebro? Faça nosso teste de QI adaptativo gratuito ou tente 306 níveis de treinamento cerebral.