Por décadas, os cientistas sabiam que aglomerados de proteínas impulsionam a perda de neurônios no Alzheimer, mas o mecanismo exato de morte celular permanecia obscuro. Um novo estudo revela um processo distinto chamado carioptose, onde proteínas tóxicas fazem o núcleo encolher e se desintegrar.
A Pesquisa
Liderado pelo King's College London e pelo UK Dementia Research Institute, os pesquisadores analisaram mais de 3.000 células cerebrais de 28 pacientes com Alzheimer ou demência frontotemporal. Eles descobriram que 35% dos neurônios no córtex frontal de Alzheimer apresentavam marcadores de carioptose, contra 15% em controles idosos saudáveis. A equipe identificou uma via onde a p38 MAP quinase interage com a proteína nuclear LaminB1, desencadeando instabilidade nuclear. Em modelos de ratos, bloquear essa interação preveniu a morte celular, publicado em 25 de junho de 2026, na Nature Communications.
Por Que Isso Importa
Esta descoberta revela uma ligação perdida fundamental entre o acúmulo de proteínas e a morte de neurônios, abrindo um novo alvo terapêutico. Diferente da apoptose, a carioptose explica a perda massiva de células na demência. Visar essa via pode retardar o declínio cognitivo, dando aos pacientes mais tempo para outros tratamentos.
O Que Você Pode Fazer
Embora ainda não existam terapias aprovadas, apoiar a saúde cerebral através do aprendizado ao longo da vida, atividade física e engajamento social pode aumentar a resiliência. Entender sua linha de base cognitiva com um teste de QI gratuito pode ajudar a acompanhar as mudanças ao longo do tempo.
Fonte: Neuroscience News
Curioso sobre seu próprio cérebro? Faça nosso teste de QI adaptativo gratuito ou tente 306 níveis de treinamento cerebral.