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Cérebros de adolescentes autistas não priorizam vozes desconhecidas, revela estudo

Cérebros de adolescentes autistas não priorizam vozes desconhecidas, revela estudo

Um novo estudo da Stanford Medicine revela que os cérebros de adolescentes autistas processam vozes desconhecidas de forma diferente dos neurotípicos, o que pode moldar seus desafios sociais durante a adolescência.

A Pesquisa

Publicado em 13 de julho de 2026 na Proceedings of the National Academy of Sciences, o estudo liderado pelo Dr. Daniel Abrams e pelo Dr. Vinod Menon examinou respostas cerebrais a vozes em adolescentes autistas e neurotípicos. Usando fMRI, os pesquisadores mediram a atividade nos centros de recompensa e saliência — regiões que determinam no que prestamos atenção. Em adolescentes com desenvolvimento típico, essas regiões mostraram um aumento na capacidade de resposta a vozes desconhecidas à medida que envelheciam, refletindo uma crescente curiosidade social. No entanto, em adolescentes autistas, a capacidade de resposta a vozes de estranhos permaneceu estável ao longo da adolescência. Entre os adolescentes mais velhos com sintomas de autismo mais graves, a capacidade de resposta realmente diminuiu. Curiosamente, os cérebros dos adolescentes autistas mostraram uma capacidade de resposta crescente às vozes de suas mães, enquanto os neurotípicos se afastaram das vozes maternas em direção aos colegas.

Por Que Isso Importa

Esta descoberta destaca que o autismo envolve não apenas diferenças cerebrais estáticas, mas uma trajetória de desenvolvimento divergente. A adolescência é uma janela crítica para a aprendizagem social, e o cérebro normalmente se ajusta a novos sinais sociais. Quando esse ajuste falha, pode explicar por que muitos adolescentes autistas lutam para formar novas amizades apesar de desejá-las. O estudo abre uma "oportunidade de ouro" para terapias direcionadas durante a adolescência, quando o cérebro permanece altamente plástico.

O Que Você Pode Fazer

Para pais e educadores: reconheçam que a motivação social dos adolescentes autistas pode estar presente, mas seus cérebros processam recompensas sociais de forma diferente. Incentivem interações entre pares em ambientes de baixa pressão, usem seus interesses para construir conexões e considerem programas de treinamento social baseados em voz. Para quem tem curiosidade sobre seu próprio perfil cognitivo, entender como seu cérebro prioriza informações sociais pode ajudar a adaptar suas experiências sociais.

Fonte: Neuroscience News

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