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IA ataca inflamação cerebral em portadores de APOE4 para Alzheimer

IA ataca inflamação cerebral em portadores de APOE4 para Alzheimer

Pesquisadores do USC Center for Personalized Brain Health identificaram uma maneira de desligar a inflamação cerebral em pessoas portadoras da variante do gene APOE4 — o fator de risco genético mais forte para Alzheimer de início tardio — antes que o declínio cognitivo comece. Usando inteligência artificial e direcionamento de pequenas moléculas, eles visam inibir uma enzima hiperativa chamada cPLA2, que desencadeia inflamação crônica anos antes do aparecimento da perda de memória.

A Pesquisa

Liderada pelo Dr. Hussein Yassine, MD, diretor do USC Center for Personalized Brain Health (CPBH), a equipe focou nos níveis elevados de fosfolipase A2 dependente de cálcio (cPLA2) em portadores de APOE4 que posteriormente desenvolvem demência. Ao desenvolver terapias com pequenas moléculas que inibem seletivamente a cPLA2, eles esperam conter a inflamação enquanto deixam as funções celulares saudáveis intactas.

Uma doação de US$ 3 milhões da Norman and Mary Pattiz Foundation para a Keck School of Medicine of USC está acelerando este trabalho. O fundo apoia a descoberta de medicamentos impulsionada por IA para examinar rapidamente milhares de pequenas moléculas em busca daquelas que podem cruzar a barreira hematoencefálica e bloquear a cPLA2. Também estabelece um registro de detecção precoce de alto risco, combinando dados genéticos de APOE4 com fatores de risco cardiovascular para recrutar candidatos para ensaios clínicos.

Além disso, a neuropatologista Dra. Anne Hiniker auditará mais de 1.100 amostras de tecido cerebral humano do USC ADRC Neuropathology Core para mapear marcadores inflamatórios microscópicos. O recrutamento utilizará duas redes existentes da USC: GeneScreen (um registro de risco genético) e CPBH SPARK (rastreando efeitos do estilo de vida no envelhecimento cognitivo).

Por Que Isso é Importante

Para os cerca de 25% da população que carrega pelo menos um alelo APOE4, esta pesquisa oferece uma abordagem preventiva potencialmente poderosa. Atualmente, não existem tratamentos que atinjam a cascata inflamatória que precede os sintomas do Alzheimer. Se a via de inibição da cPLA2 se mostrar segura e eficaz em humanos, poderá levar a um medicamento que indivíduos de alto risco tomem anos antes de qualquer alteração cognitiva aparecer — essencialmente desligando o fusível inflamatório antes que ele atinja os centros de memória do cérebro.

O Que Você Pode Fazer

Embora esta terapia ainda esteja em desenvolvimento, você pode reduzir seu risco geral de inflamação cerebral hoje. Fatores-chave de estilo de vida incluem manter uma dieta saudável para o coração (a dieta mediterrânea está fortemente ligada a menor inflamação), exercícios aeróbicos regulares, controlar a pressão arterial e o colesterol, e evitar fumar. Se o Alzheimer é recorrente em sua família, considere aconselhamento genético para saber seu status de APOE4 e discutir opções de monitoramento com um profissional de saúde.

Fonte: Neuroscience News

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